Mamá ou Papá? Confira a hora certa para cada refeição

02/12/2016

Pepila Moda Infantil

Grande parte das mamães e dos papais se preocupa com a boa alimentação de seu filho, tenha ele 1 ou 30 anos – afinal, todo filho é uma eterna criança, certo? Porém, o que e como alguém come é, na maioria dos casos, um espelho daquilo que viveu na infância, isto é, tudo o que se consome em uma determinada idade é consequência do que lhe foi ensinado quando criança. Mas, afinal, qual é a melhor maneira de fazer os pequenos se alimentarem? E mais: qual o intervalo ideal entre cada refeição que ele irá fazer? Para isso, resolvemos escrever esse artigo, discutindo um pouquinho sobre como a alimentação deve ser feita e oferecida às crianças.

Qual o tamanho do intervalo entre as refeições?

Tanto crianças quanto adolescentes devem seguir a premissa de que o intervalo entre cada refeição que fazem deve ser de 3 horas. Esse período garante um bom funcionamento do metabolismo da criança, bem como a sua noção de fome e saciedade. Além disso, tendo o hábito dessa rotina, sensações de fraqueza, mal estar e alterações repentinas de humor podem ser evitadas.

É importante que se tenha em mente que, para os recém-nascidos e bebês de até 6 meses, esse intervalo pode ser alterado – isso acontece devido ao tamanho de seus estômagos, que são muito menores do que os nossos, com certeza. Portanto, para o recém-nascido, a dica é que a amamentação seja feita a cada 2 horas – então, sim, mamãe, se prepare para levantar durante algumas boas madrugadas.

Com o passar dos meses, esse intervalo vai aumentando gradativamente e, por causa disso, um ritmo próprio da criança vai sendo criado. Recomenda-se que, até os 6 meses, a criança seja alimentada única e exclusivamente com o leite materno.

O que dar para o meu filho comer e qual a quantidade que devo dar?

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, a alimentação infantil vai desde o dia do nascimento de alguém até o fim de sua adolescência, por volta dos 19 anos. A atenção quanto às refeições deve ser iniciada logo no primeiros dia de vida da pessoa, pois as bases da nutrição são fixadas ainda na infância.

Conforme a idade vai aumentando, a quantidade de porções de alimentos são repensadas, pois um organismo não é igual a outro e, portanto, uma pessoa ficará satisfeita com uma quantidade de comida diferente de outra.

Veja abaixo a quantidade necessária de alimentos para cada faixa etária da infância e da adolescência:

Recém-nascido aos 6 meses

Fase do aleitamento materno, nesses primeiro meses, as mamães precisam ter cuidado em dobro com a sua própria alimentação, já que os nutrientes do que come vão, de alguma maneira, para o bebê através do leite. No primeiro mês, o peito deverá ser dado à criança sempre que ela estiver com fome. Após esse tempo, aí sim o intervalo de 2 horas começará a ser aplicado.

7 a 11 meses

Alimentos pastosos são intercalados com as mamadas e começam, por fim, a serem introduzidos na dieta da criança. Os alimentos que devem ser inseridos na alimentação e as suas devidas quantidades (porções) são as seguintes:

  • Carboidratos – 3
  • Verduras e legumes – 3
  • Frutas – 3
  • Leite e derivados – apenas o leite materno
  • Carnes e ovos – 2
  • Feijões – 1
  • Óleos e gorduras – 2
  • Açúcares – 0

1 a 3 anos

Crianças dessa idade começam a definir o seu futuro alimentar e o seu crescimento a partir do que ingerem. Confira o que oferecer a elas e a quantidade necessária:

  • Carboidratos – 5
  • Verduras e legumes – 3
  • Frutas – 4
  • Leite e derivados – 3
  • Carnes e ovos – 2
  • Feijões – 1
  • Óleos e gorduras – 2
  • Açúcares – 1

4 a 12 anos

Nessa fase, a quantidade de frutas deve ser diminuída, assim como a quantidade de óleos e gorduras ingeridas.

  • Carboidratos – 5
  • Verduras e legumes – 3
  • Frutas – 3
  • Leite e derivados – 3
  • Carnes e ovos – 2
  • Feijões – 1
  • Óleos e gorduras – 1
  • Açúcares – 1

13 anos em diante

Na adolescência, normalmente, as crianças dão a famosa “espichada” e, por conta disso, seu biotipo é alterado e cada uma passa a ter as suas necessidades nutricionais. Então, cada criança terá a sua própria dieta – quando a questão é sobre a quantidade de comer.

  • Carboidratos – 5 a 9
  • Verduras e legumes – 4 a 5
  • Frutas – 4 a 5
  • Leite e derivados – 3
  • Carnes e ovos – 1 a 2
  • Feijões – 1
  • Óleos e gorduras – 1 a 2
  • Açúcares – 1 a 2

* Para entender melhor sobre a quantidade (em gramas) exata que cada porção traz, clique aqui.

Como fazer o meu filho comer na hora certa?

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Em primeiro lugar, uma rotina. Rotinas são estritamente necessárias quando o assunto é refeição. Respeitar o horários faz com que as crianças comecem a entender elas mesmas o seu metabolismo e saber distinguir a sensação de fome e/ou de saciedade. Além disso, evitar com que os pequenos se empanturrem de guloseimas durante os intervalos também ajuda bastante na hora deles comeres.

Veja algumas dicas de como fazer com que seu filho coma na hora em que deve comer:

Sem exageros

É recomendável que, para as crianças, sejam servidas pequenas porções nas principais refeições do dia – que normalmente são 6: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche da noite. Para crianças que ainda mamam, o ideal é oferecer a elas o leite no período da manhã (assim que acordam) e no da noite (antes de dormirem).

Não dê comida na boca

As crianças precisam aprender desde cedo a terem autonomia. Quando a comida é dada diretamente em sua boca, elas perdem a atenção sobre o que está sendo ingerido e não é raro acontecer da criança se sentir na obrigação de estar participando daquela refeição.

Você é o exemplo

Quando você faz a refeição junto de seu filho, ele começa a assimilar a hora da comida como um momento de lazer. Também é válido ressaltar que se você não come frutas e legumes, não tem nem como exigir isso da criança.

Mantenha o silêncio e a concentração

Aparelhos eletrônicos como TV e smartphones tiram toda a atenção daquilo que o seu filho está fazendo. Nós já relatamos aqui sobre as consequências do uso excessivo disso e com certeza você não quer que o seu filho fique nessa posição, certo?


Com todas essas dicas, esperamos que o seu filho crie um hábito saudável, gostosos e divertido de se alimentar – seja dentro ou fora de casa!

Referências:

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